Má fama do Comercial fez FPF “recomendar” divisórias em estádio

Invasão da torcida no Palma Travassos contra o XV de Piracicaba em 2010 pesou na decisão da entidade

O presidente do Comercial, Nelson Lacerda, concedeu entrevista no final da tarde desta terça-feira (24) para explicar o uso das polêmicas divisórias metálicas no estádio Palma Travassos, que separam o torcedor do alambrado. Segundo Lacerda, a medida foi uma imposição da Federação Paulista de Futebol e da Polícia Militar por conta de confusões anteriores ocorridas no campo comercialino.

– O Comercial tem antecedente, infelizmente. Ficamos marcados por aquele jogo contra o XV de Piracicaba na Série A3 (em 2010), onde torcedor invadiu campo e teve toda aquela confusão – explicou Lacerda. Na ocasião, o Leão e o XV disputavam uma vaga na Série A2 e o time de Ribeirão precisava vencer para conseguir o acesso. Após o time ter um gol anulado aos 48 minutos do segundo tempo, torcedores invadiram o campo e tentaram agredir o juiz, os assistentes e até o Cel. Marinho, na época responsável pela Comissão de Arbitragem da FPF.

A má fama do Comercial na entidade foi o argumento utilizado para explicar o motivo da punição a Palma Travassos, enquanto estádios como o Barão de Serra Negra, a Vila Belmiro e o Amaros (em Itápolis) – que possuem torcedores próximos ao alambrado – escaparam do rigor da FPF.

– Eu não colocaria um alambrado desses, que custa uma fortuna e dá muito trabalho, se não tivesse sido imposto. Ele foi colocado em comum acordo em um documento. Eu estava presente junto com o Cel. Marinho (representante da FPF) e a PM – confirmou o presidente do Comercial.

“Muro” continua

Após as explicações, Nelson Lacerda afirmou que as divisórias de ferro permanecerão no estádio durante o Paulistão. O local foi apelidado de “Muro de Berlim” pelos torcedores.

– Eu também não gosto dessa separação. Se alguma entidade falar que é viável tirar a divisória sem fechar o estádio para o torcedor, eu tiro o tapume em 20 minutos. Mas recomendaram colocar essa barreira física e minha função é acatar as normas, colocar o time para jogar futebol e trazer o comercialino para o estádio – desabafou Lacerda.

Não só o local vai permanecer, como será reforçado. Segundo o presidente, a FPF e a PM fizeram mais exigências no local.

– Até o dia 10 de março, antes do jogo contra o Corinthians, eu tenho que colocar uma barreira mais resistente e definitiva. Tenho que cumprir, senão, fecham o estádio – concluiu Nelson Lacerda.

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