Personagens

Ídolos para sempre

Alguns personagens marcam seus nomes na história dos clubes. No caso do quase centenário XV de Piracicaba, são muitos os ídolos que ajudaram a construir a mítica camisa zebrada. A história de alguns deles você confere abaixo:

Rípoli, um presidente à altura da história quinzista

Romeu Ítalo Rípoli foi presidente do alvinegro entre 1959 e 1966, e entre os anos de 1973 a 1983, permanecendo, ao todo, 17 anos à frente do XV de Piracicaba.

O presidente nasceu na cidade de Piracicaba no dia 21 de novembro de 1916, e faleceu em 28 de outubro de 1983, aos 66 anos. Filho de imigrantes italianos, Rípoli se formou em 1940 na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e começou sua história no futebol atuando como ponta direita do time de sua universidade, mas passou para a história como o maior e mais folclórico presidente do XV de Piracicaba.

A história de Rípoli com o clube quinzista começou antes mesmo de assumir a presidência alvinegra. Nos anos 1940, coordenou a construção da primeira arquibancada do estádio piracicabano. Rípoli também coordenou, com sucesso, a construção do ginásio municipal Waldemar Blatkauskas, complexo que permitiu que a cidade de Piracicaba pudesse receber os Jogos Abertos do Interior em 1955.

Chicão, o Deus da Raça

Apelidado de Deus da Raça e admirado até por argentinos durante a Copa do Mundo de 1978, Francisco Jesuíno Avanzi, foi um dos mais importantes atletas que vestiram a camisa do Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba.

Nascido no dia 30 de janeiro de 1949, Chicão era um cidadão classicamente piracicabano. Volante típico que se destacava por sua força e disposição durante as partidas. Seu primeiro clube foi o alvinegro de Piracicaba. Atuou pelas categorias de base e se profissionalizou nas mãos de outra lenda do esporte, Cilinho, então treinador do elenco profissional do XV de Piracicaba.

Durante sua carreira, atuou também no União Agrícola Barbarense, no São Bento, na Ponte Preta, no Botafogo de Ribeirão Preto, no Corinthians de Presidente Prudente e no Mogi Mirim. Mas foi no São Paulo e Atlético Mineiro que obteve maior destaque no cenário nacional.

No clube da capital paulista, foi vice campeão da Taça Libertadores da América. A derrota na decisão para o Independiente, da Argentina, chegou a ser classificada pelo próprio volante como a maior decepção de sua carreira. Seu estilo de jogo fazia dele um ídolo para os torcedores dos clubes pelos quais passou. Em 1976, antes de uma partida entre São Paulo e Palmeiras, foi advertido com um cartão amarelo antes mesmo do início do jogo. “Cheguei próximo do árbitro José de Assis de Aragão e disse a ele para apitar direito aquela porcaria”, disse Chicão, em entrevista realizada após a partida.

Pelo São Paulo, conquistou o Campeonato Paulista de 1975 e se transformou em um dos heróis da conquista do Campeonato Brasileiro de 1977. As suas atuações lhe renderam vaga na seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, onde participou com destaque da épica batalha de Rosário, duelo entre brasileiros e argentinos que acabaria sem gols.

Chicão morreu no dia 8 de outubro de 2008, aos 59 anos, vítima de um câncer de esôfago.

Nilton De Sordi, um alvinegro que conquistou o mundo

Nascido em 14 de fevereiro de 1931, na cidade de Piracicaba, Nilton De Sordi começou sua carreira no XV de Piracicaba em 1949. O jogador tinha preferência por atuar na lateral direita, mas também jogava como zagueiro em algumas partidas.

De Sordi atuou pelo alvinegro por quatro anos, deixando o XV de Piracicaba no início de 1953, quando se transferiu para o São Paulo Futebol Clube, onde se tornou ídolo dos torcedores, atuando pelo clube por 536 jogos, em 13 anos.

O grande momento da carreira de De Sordi ainda estava por vir. Em 1958, O atleta foi convocado para a Copa do Mundo disputada na Suécia, e conquistou o primeiro título mundial do Brasil.

De Sordi foi titular daquela seleção durante todo campeonato, ficando de fora apenas da partida final, quando acabou substituído por Djalma Santos, após sofrer uma lesão no joelho, não conseguindo se recuperar a tempo.

Pela seleção brasileira, De Sordi disputou 25 jogos, com 17 vitórias, 07 empates e apenas 01 derrota, em amistoso contra a seleção da Itália.

Gatão, o maior artilheiro da história

Vicente Naval Filho, o Gatão, estreou nos campos piracicabanos no dia 14 de maio de 1944, defendendo as cores da S. R. Palmeiras contra o Paulista F.C., em partida válida pelo campeonato piracicabano. Tinha então 16 anos e nesse primeiro campeonato balançou as redes apenas três vezes, mas jogou o suficiente para despertar a atenção dos dirigentes quinzistas.

No dia 30 de dezembro de 1945, Gatão assinava contrato com o XV de Piracicaba, onde se transformaria no maior goleador de sua história. Embora houvesse realizado anteriormente alguns jogos com a camisa zebrada, a estréia oficial como jogador do XV de Piracicaba foi contra o Libertad do Paraguai, em 18 de janeiro de 1946.

Com a camisa do XV de Piracicaba, Gatão foi campeão da cidade e campeão da 15°  Região em 1946 (título que concedia direito de disputar o campeonato do interior), bi-campeão do interior de 1947 e 1948  (esse último, como primeiro campeão da lei do acesso) e campeão do torneio início da FPF, em 1949 .

Em 1950, Gatão foi convocado para a seleção paulista que jogaria contra a carioca na inauguração do estádio do Maracanã, que fora construído em razão da copa do mundo que seria disputada no Brasil.

Pretendido por grandes times, chegou ao Corinthians em 29 de fevereiro de 1952, clube que defenderia por três anos tornando-se campeão paulista de1952 e 1954. Voltaria ao XV de Piracicaba em 1955, onde jogaria até encerrar a carreira em 7 de janeiro de 1961.

Em 13 anos como jogador do alvinegro(1946/1952-1955/1960), disputou mais de 400 partidas e marcou 202 gols. Após abandonar os gramados, Gatão ainda trabalhou por quatro oportunidades como técnico quinzista, a última delas em 1986.

Pouco tempo depois, seria vencido pelo câncer aquele que é considerado ao lado de Idiarte um dos maiores jogadores da história da história alvinegra.

Fonte: Site Oficial XvPiracicaba

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